Estratégias nutricionais (Parte II)

Continuando a nossa série de Estratégia Nutricionais, hoje irei abordar dois temas fundamentais para sua saúde e performance, Demandas Fisiológicas e Preparação para eventos competitivos.

 

Demanda Fisiológica

 

Já sabemos que a nossa principal fonte de energia é o carboidrato e também o principal substrato energético para provas de grande resistência aeróbica, havendo a sua falta o desempenho do atleta fica comprometido, o sendo o grande limitador dos atletas, independente se são atletas da elite ou não, afetando diretamente na depleção e fadiga muscular.

 

Esses aspectos estão diretamente ligados aos estoques de glicogênio muscular e quedas nos níveis de concentração de glicose sanguínea, assim é fundamental ressaltar a importância do alto consumo de carboidratos anteriormente a exercícios de longa duração com a finalidade estocar o máximo de glicogênio muscular deixando o atleta preparado para a competição ou treino.

 

Outro ponto já citado que vale a pena ressaltar é a desidratação, sendo fator coadjuvante na queda do desempenho do atleta, muitas dizem que o processo de sudorese é prejudicial, mas ele é fundamental para o equilíbrio térmico do atleta, também chamado de termorregulação e dissipação do calor gerado durante a prática de exercícios físicos, o que realmente é negativo é a falta de hidratação por parte do atleta durante a prova ou treino.

 

Podemos assim identificar que durante as atividades físicas de grande resistência aeróbica esses dois pontos citados são os que precisam de mais cuidado, não deixando é claro de se atendar a outros aspectos que devem realizados de acordo com a orientação do seu nutricionista e treinador.

 

Preparação para eventos competitivos

Como já dito a supercompensação de carboidratos é fundamental principalmente para provas superiores s 90 minutos, estudos mostram que o aumento da ingestão de carboidrato teve resultados significantes em todos atletas e muitos até conseguiram chegar ao pódio através desses ajustes, reduzindo consideravelmente o tempo total da prova, em contrapartida, em provas com tempos inferiores a 90 minutos esse resultado não foi tão visível ou praticamente nenhum, em atletas que já possuíam uma dieta equilibrada.

 

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Algumas estratégias como depleção de estoque de glicogênio/carboidratos semelhantes a dietas lowcarb seguido por alto nível de consumo de carboidratos não tiveram resultados interessantes em nenhuns atletas. A quantidade de carboidratos para a supercompensação é definida de acordo com cada tipo de atleta, treinamento realizado, tipo de competição a ser realizada e dieta. Essa estratégia de aumento de estoques de glicogênio deve ser feita dias antes da competição e pode variar entre 5 a 12 g/kg/dia.

 

Alguns cuidados devem ser tomados, o seu excesso pode trazer prejuízos, quando o consumo passa de 13 g/kg/dia, esse aumento não traz benefício nenhum, pode sim, ocorrer ganho de peso e retenção hídrica aproximadamente 3 gramas por grama de carboidrato consumido, deixando o atleta mais pesado durante a prova fazendo com que o seu rendimento caia demasiadamente já que durante os treino ele possuía outro peso e sua musculatura não estava adaptada para “carregar” essa diferença que apareceu rapidamente.

 

Podemos concluir que o equilíbrio é o segredo, mas saber equilibrar é fundamental, consulte o seu nutricionista e faça a coisa certa, lembre-se que o que serve para o seu amigo não serve para você, todos nós somos diferentes, não existe receita de bolo, te encontro na semana que vem falarei de Momentos Pré-Prova.

 

Qualquer dúvida relacionada a esse artigo, ou geral, sugestões de temas nos envie pelos comentários.

 

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